Tenho saudades minhas.
Tenho saudades de quando não trazia este peso, sempre, esta massa latente a exigir de mim naquilo que tento ou que estou, estas cortinas maciças não mais que entreabertas.
Dói-me esse passado. Doem-me os nervos. Dói-me tudo.
Rompeu-se o cordão umbilical que me ligava à alegria. Aquelas vibrações sorridentes, aquela disposição permanente para a vida, perante a vida, tudo isso trago amolgado num frasco difícil, antigo.
Já foi assim. Deixou de ser. Anos e anos passaram; Rastejei, ansiei, vislumbrei, assisti, resisti, existi.
E daí?
E agora??
?...
...e agora?...
A questão que me coloco é esta:
Onde quedar-me a viver (mas a viver de facto)?
Com quem mais a acompanhar-me, numa nova excursão, em novas redescobertas?
Sem a vergonha e raiva, más companheiras desde a adolescência, frequentemente esmorecidas em pesar e evitamento, tudo isso por não me soar seguro, por não me sentir livre e assim deixar de o estar, por me julgar a falhar enquanto ser capaz, solto e social - por existir todo esse julgamento pré-concebido instaurado nas atmosferas, aos poucos impregnadas onde haja restantes.
Onde e com quem - só isso.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
domingo, julho 15, 2007
domingo, julho 08, 2007
Caí, e fiquei a olhar.
Tentando pontuar, a procissão de obedientes detentores do paradigma que definiram sem cuidados. No molde onde se inseriram, formada é a lógica de separação do que deve, com base no modo, no quem protocolar.
Dobro-me, e choro.
É um choro quase bonito, vergado sobre os álbuns, todo o espólio através do baço plástico. O desuso acolhe-me, feto que tem lugar, de vagas memórias complacente. Um metafísico fim de tarde, despedindo-se.
Volto a concentrar-me na atmosfera, e reconheço a gente que está a caminhar ao meu lado, espalhada como um perfume impreciso, nos corredores suburbanos (pois deslocações). O perfume que emana é a simplícia inferência de um método, uma absorta fixação pelo enfático, e o desconhecimento que há nisso.
Transeunte adverso, inalo espaçadamente, soluçando ainda. Cedo me corroboro de um desterro da presença, por entre angústias e fonemas, sempre pouco e além.
Haverá esperança?
Tentando pontuar, a procissão de obedientes detentores do paradigma que definiram sem cuidados. No molde onde se inseriram, formada é a lógica de separação do que deve, com base no modo, no quem protocolar.
Dobro-me, e choro.
É um choro quase bonito, vergado sobre os álbuns, todo o espólio através do baço plástico. O desuso acolhe-me, feto que tem lugar, de vagas memórias complacente. Um metafísico fim de tarde, despedindo-se.
Volto a concentrar-me na atmosfera, e reconheço a gente que está a caminhar ao meu lado, espalhada como um perfume impreciso, nos corredores suburbanos (pois deslocações). O perfume que emana é a simplícia inferência de um método, uma absorta fixação pelo enfático, e o desconhecimento que há nisso.
Transeunte adverso, inalo espaçadamente, soluçando ainda. Cedo me corroboro de um desterro da presença, por entre angústias e fonemas, sempre pouco e além.
Haverá esperança?
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